Bem-vind@! / Welcome!

Vamos BLOGAR? Vamos! Minha vida, minha profissão, meu mundo.

Let’s get BLOGGING? Yes, let’s! My life, my job, my world. Enjoy!

Janeiro e fevereiro são meses com relativamente pouca demanda em eventos com tradução simultânea. O que fazer nestes períodos, então?

Helena Wergles e a clássica foto com o banner do curso HIT, uma ótima oportunidade para desenvolver e aprimorar habilidades interpretativas em ambiente seguro.

Helena Wergles e a clássica foto com o banner do curso HIT, uma ótima oportunidade para desenvolver e aprimorar habilidades interpretativas em ambiente seguro.

Além de se dedicar a outras atividades profissionais relacionadas, como tradução escrita e legendagem, é sempre um bom momento para investir em formação profissional e aprimorar ainda mais o kit de ferramentas linguísticas necessárias à tradução simultânea. Foi por este motivo que decidi fazer então o Curso HIT, High-Intensity Interpreting Training, oferecido pelas empresas Versão Brasileira e Comunica.

Trata-se de um curso em que os participantes fazem vários minieventos simulados e são ouvidos e criticados por dois experientes intérpretes: fui logo a primeira dentre os 20 alunos a ser avaliada e… sucesso! Consegui um ótimo feedback dos intérpretes facilitadores do curso e recebi sugestões sobre como ficar ainda melhor. O curso tem duração de 5 dias, e, tendo recebido minha avaliação logo ao fim do primeiro dia, aproveitei os 4 seguintes para colocar as sugestões em prática nas várias oportunidades e modalidades de atividades que são propostas para este fim, e penso que consegui fazer significativo progresso nesta empreitada.

Alguns detalhes sobre o curso: foram 8 sessões de cabine nos 4 primeiros dias do curso, e três seguidas no último dia. Os alunos se dividiam entre práticas de cabine e sessões de feedback, de maneira que não só fazíamos a tradução simultânea como também tínhamos a oportunidade de refletir sobre que dicas dar pros colegas com base nas dicas que nos foram dadas, também. Eram 6 cabines no total, todas equipadas com aparelhagem moderna oferecida pela empresa Comunica, uma das organizadoras do evento, e contamos com som límpido, sem ruídos ou interferências. Os técnicos de tradução e sonorização também eram desta empresa, de modo que o setup era bem o de um evento real, e tudo correu muito bem tanto no que diz respeito às questões de “hardware” (aparelhos, cabines, datashow) quanto nas questões de programação (palestrantes ao vivo – nada de vídeos! – falando sobre temas variados e nos mais diversos níveis de dificuldade, material para estudo disponível na pasta compartilhada do curso, etc). Houve também práticas de consecutiva e sessões em que o principal objetivo era nos gravarmos, nos ouvirmos e decidirmos deliberadamente o que melhorar numa repetição do exercício. Uma das principais lições do curso é a utilidade de nos gravarmos. Fica a dica!

Desta maneira, achei o curso bastante proveitoso, pois oferece um ambiente seguro para que possamos ousar e aprimorar a passos largos nossas técnicas em ambiente seguro, para que, na hora de brilhar realmente nos eventos, já estejamos com as sugestões dos instrutores incorporadas ao nosso fazer profissional. Recomendo para outros intérpretes, pois as ferramentas didáticas propostas pelos facilitadores são capazes de ajudar no aprimoramento de intérpretes em diversos níveis de excelência profissional.

HW-sitelogo-06

Foto junto ao logo da 55ª conferência da Associação Americana de Tradutores.

Foto junto ao logo da 55ª conferência da Associação Americana de Tradutores.

Sim, houve uma pausa nos posts, o que é normal em períodos muito ocupados. Mas aqui estou eu, de volta, e com um bem bacana: falarei sobre a experiência que tive no congresso da Associação Americana de Tradutores, realizado no início de novembro na cidade de Chicago, nos EUA.

É a 2a vez que participo deste congresso: a 1ª foi em 2011, em Boston. E, novamente, tive a mesma sensação boa: a de estar presente em um local com vários tradutores e intérpretes bem-sucedidos e interessados em se aprimorar e em achar meios de valorizar ainda mais a sua nobre profissão.

Assisti a várias palestras interessantes sobre tradução e interpretação proferidas por profissionais que claramente dominam bastante os temas sobre os quais falaram, embora tivesse gostado de assistir a mais palestras sobre interpretação de conferências – uma modalidade que, no mercado americano, detém uma fatia de mercado muito menor do que as chamadas “community” e “legal” interpreting, que são geralmente feitas em ambientes comunitários (hospitais, escolas, etc,) e jurídicos (tribunais e julgamentos) para imigrantes. Aqui, no Brasil, não é feito amplo uso destas modalidades (ao menos ainda), de modo que os detalhes desta prática acabam ficando um pouco fora de contexto para intérpretes brasileiros.

Uma das coisas que achei interessante ao conversar com os simpáticos expositores dos stands dos prestadores de serviço foi a surpresa deles diante do fato de que não é preciso ter nenhuma certificação oficial para ser intérprete no Brasil. Acredito que, lá nos EUA, as demandas de certificação variem de estado pra estado, mas de todo modo fiquei com a impressão de que não é possível apenas “resolver” que vai ser intérprete e sair trabalhando por aí clínicas e hospitais e tribunais (como infelizmente há quem faça no Brasil, sem nem mesmo fazer cursos ou buscar algum meio legítimo de qualificação profissional – o que não é o meu caso!). Aqui, no Brasil, sei que a interpretação em tribunais pode ser feita apenas por tradutores públicos juramentados, mas, de resto, não há grande exigência de credenciais. Concordo com a surpresa dos meus interlocutores: seria bom que houvesse meios de controlar quem tem ou não treinamento formal ou certificação por associações nacionais e internacionais para praticar a atividade de interpretação: isso seria uma garantia de qualidade.

Mas o highlight deste tipo de evento é sempre o networking: tive a oportunidade de encontrar bons colegas e conhecer profissionais competentes do Brasil e do exterior, e essa troca é sempre importante e prazerosa. Há oportunidades de troca profissional “formal”, mas as principais e mais frutíferas são as informais, nas mesas de restaurantes, no karaoquê realizado pela Divisão de Língua Portuguesa (PLD)… foi muito bacana!

E, no fim, fica sempre o gostinho de “quero mais”. Por motivos pessoais já antevistos, será um pouco difícil ir à proxima edição, que será em Miami de 2015, mas… 2016 está aí pra isso!

HW-sitelogo-06